sábado, 21 de março de 2015

POEMA A QUATRO MÃOS

A luz acende e apaga, acende e apaga.
Será que acende? Será que apaga?
Se apagar quem vai pagar por isso?
Se acender quem vai correr o risco
de ficar iluminado feito um deus corisco?
Hein, Ludimar, me diga em versos este meu ribombar?
Ah! Por precaução já acendi a vela.
Vejo na sombra dela a certeza.
A sombra da esperança.
Avança na retranca.
Empenha na luz da vela.
A lua cheia no brilho dela.
Qualquer luz precisa do escuro.
O vento teima em apagá-la.
Não lutarei contra ele.
Deixo que ele gire os moinhos
que giram a energia e volta a luz.
Moinhos de ventos quixotescos
como quase todos os acontecimentos.
Fim?
Todo fim é um começo.
Moinho. Redemoinho.
Zumbi, o vento encrispado e louco.
Ronca no lago o Monstro do do Lokk Ness.
É noite fechada, sem luz no seu alcance.
Que monstruosidade engolir a lua
esse dragão  que nem teme Jorge!
O monstro desperta e grita.
Acende o medo dos mortais.
No gelo do lago quer mais, quer mais...
Pobres mortais, como sempre nem notam que
que o monstro é um lindo rapaz
que traz os olhos verdes de ciúmes
O  belo sabe se camuflar.
O belo é singular.
Infelizes os que não o enxergam
Vou terminar esta balada com Ludimar
num verso cheio de luz.
Iluminada a fonte inesgotável do poeta.
Benditas luzes do amor, da amizade e da poesia.
E até um dia...

Ludimar e Massoni  pelo Facebook 9/03/2015 21:10 h


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