sábado, 11 de abril de 2015

Domingo de carnaval. Fantasia guardada, ou melhor deixada de lado. A alma não quer vesti-la,o corpo a rejeita. Essa não sou eu, mas infelizmente hoje se apropria do meu ser. A chuva cai. Leio um livro. Mais um escrito pelo amigo Roberto Massoni. Ah! Vem coisa boa por aí!
O título: A experiência das chuvas- Mais uma vez o encanto ao ler sua obra. A mesma perplexidade diante de tanto conhecimento e inteligência.
Mais um para minha coleção guardada como um tesouro. Em breve o lançamento oficial. Todos serão avisados. Um conselho: adquiram e se deleitem com tão sábias palavras ( [...] Eu que escrevo sei que cada palavra tem mil dentro dela)- poéticas palavras ( [...] Assim tem sido essa angústia, sobrenome da minha dor) enfáticas palavras ( [...] O amor quando falta -mata) palavras de reflexão ( [...] A lua cheia permeia de mistério o fundo infinito do Universo) palavras profundas ([...] Não tem porta certa um poema, nem endereço,nem teoria, nem destino: É apenas um lugar meu) Não deixem de curtirem: "A experiência das chuvas" novo livro de um mestre das palavras


quarta-feira, 8 de abril de 2015

COMENTÁRIO SOBRE O ROMANCE A TEORIA VESÂNIA

"Inebriante.. li num fôlego só... orgasmos múltiplos, ainda estou em êxtase... que bruxo é você que desvenda, desnuda e justifica o que temos de pior... eu não li, vivi cada cena... me descobri em cada personagem... MAGNÍFICO... você deve ter besuntado as páginas com a loção sedutora, porque não consigo me despreender  do enredo... A TEORIA VESÃNIA não sairá da minha cabeceira, abrirei aleatoriamente e verei sempre o oposto posto... Obrigada, VESANO."
(Valderez Mattos - 15/01/2008). 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

GLÓRIA A DEUS, LIVRO DE LILIAN ZANZZINI

O psiquiatra Rollo May entre vários de seus livros especiais, escreveu um muito especial que se chama A CORAGEM DE CRIAR, no qual discorre sobre a coragem moral, a coragem social, a coragem crítica, etc. que o ato de criar exige para que o ato criador resulte em força criativa e corajosa: e neste livro, a autora “quebra” o silêncio de sua vida, e em ato criativo corajoso nos oferece uma autobiografia sem medo de desnudar o corpo desta mesma vida; é comum escutar relatos de pessoas dizendo que “minha vida daria um filme, uma novela, um romance” e sim! Com certeza estão todos certíssimos. Seguindo os passos cronológicos que a narrativa vai tecendo ao longo dos 136 capítulos (358 páginas), vamos abrindo a porta de frente da vida de Lilian, que desde cedo mostra seu interesse pela escrita, pelo teatro, pelo jornalismo, tendo feito várias escolhas difíceis e buscando acertar no alvo, pois não vacilou em deixar uma faculdade de Medicina por um curso de formação de ator, no Teatro Tablado, no Rio de Janeiro, onde fez contatos com artistas notórios da Rede Globo de Televisão, e sua vocação para escrever roteiros é sentida até aqui neste volume de sua autobiografia, pois enquanto procura a trama para o desenrolar de sua vida, os diálogos são mais presentes que as narrativas, eles aguçam uma teledramaturgia. Em nenhum momento eu pensaria, ao apresentar o livro de Lilian, que até este momento eu não conheço pessoalmente e ao mesmo tempo com a leitura dos originais já conheço tanto, em fazer julgamentos pessoais ou religiosos ou psicológicos, pois isto empobreceria qualquer ligação com a obra, mas em momentos de duras decisões a autora nos faz lembra do filme maravilhoso “A escolha de Sophia” quando fica entre a cruz e a espada ao ter que escolher entre ser uma roteirista, já envolvida com amplas possibilidades de fazer parte do seleto grupo de telenovelistas, ou ficar em Santos, na casa da mãe, por conta dos envolvimentos com droga do irmão, e feita a escolha, olhou pra frente e procurou sempre crescer, embora a vida com sua dramaturgia cega, impôs à mesma Lilian a alegria de um filho, Raphan (o filho do sol), a conclusão de um curso de Jornalismo na UNISANTOS, a empreitada de vários projetos de vida como lançar seu próprio jornal, depois ser assessora de imprensa da Seicho-No-Iê, também os dissabores de seu relacionamento com o marido, mas tudo isto fica por conta de apenas abrir o apetite para que o Leitor entre nesta vida vivida e ainda “vivendo” de Lillian Zanzzini: nela poderemos encontrar as palavras construídas com amor, pois sabe a autora que “o amor quando falta-mata!”. O livro de Lilian parece querer-se um acerto de contas entre as forças de Eros e de Tanatos, em busca de um Eros triunfante que consagre sua vida em que sempre esteve enfrentando a difícil arte das escolhas; o livro avança em capítulos curtos, o que torna a longa narrativa de fácil avanço, enquanto nós, leitores, vamos “assistindo” a trajetória da autora. Lilian se mostra uma empenhada estudante, em busca de conhecimento, e depois do curso de Jornalismo, ainda cursa Letras e não contente começa um curso de História. Mas também peregrina em busca de um encontro espiritualista, e por conta disto, segue sua busca em várias tentativas, até o encontro evangélico, em que parece encontrar descanso e fôlego para novas empreitadas, ainda mais sendo dona de farto material humano, e vasto conhecimento. Guerreira, Lilian enfrenta a vida como a um duelo, em que para sair viva, precisa buscar as forças contrárias, pois nada contra a maré, e por muito tempo em sua história “o mar não estará pra peixe”. Mas incansável, ela atira o anzol... O livro tem eco dos dramaturgos gregos, pois provoca a catarse, e o sofrimento mescla com a luta, ainda mais para quem sofre tantas perdas, como se Tanatos = o deus grego da morte, ficasse em seu encalço, e tivesse ainda este pesadelo de se ver co-protagonista de uma série de encontros infelizes com o mal deste século, as drogas. Desesperada, a autora já sabe que o seu encontro maior está por vir, e escreve “mas sei que foi no deserto que O encontrei”, pois depois de passar situações-limite num cair e levantar aflitos, sabe que sua luta continua, o drama de uma mãe que chegou ao fundo do poço por amor, lutando pela sua integridade, mesmo vendo as pilastras desabarem sobre si, pois como canta Gilberto Gil “pais zelosos, mãe corujas, vejam como de repente as águas ficam sujas...” Eu quero agradecer a Lilian Lanzzini por me confiar a apresentação de seu livro, e dizer que romance autobiográfico, depoimento, autoajuda, seja qual gênero queira encaixá-lo, sua coragem moral e intelectual faz de seu livro algo para ser lido com respeito e dignidade que sua pessoa exerce em todo este percurso. Sucesso! Sei que vai conseguir realizar o projeto da ONG, e espero o dia da noite de autógrafos para conhece-la pessoalmente e parabenizá-la pela obra.

Roberto Massoni.