"A Teoria Vesânia de Roberto Massoni é um livro inquietante. Com uma linguagem sagaz, às vezes maliciosa noutras beirando a inocência, Massoni nos convida a uma viagem interior em busca do Vesano adormecido no íntimo de casa ser. Mais que isso, o autor nos convida a um confronto com aquilo que muitas vezes teimamos em esconder de nós mesmos mas que teimosamente nos cobra a oportunidade de se fazer presente em nossa vida, em nosso cotidiano, em nossas relações inter-pessoais. O Vesano de Massoni não é um personagem iniocente. Tampouco é um "vilão".É un ser que tendo consciência de seus desejos mais secretos, de suas aspirações e ideais se vê dividido entre a coragem que sua natureza humana lhe confere e os temores, imposições e limitações que a Sociedade nos obriga a sua natureza humana lhe confere e os temores, imposições e limitações que a Sociedade nos obriga a acatar. E nessa "corda bamba" entre o querer e o poder, entre o certo e o errado, entre o amar e odiar Vesano se vê refém de seus questionamentos e a falta de respostas. A seu modo procura o equilíbrio. O tão necessário equilíbrio. O tão necessário equilíbrio que devemos ter para viver em sociedade e que muitas vezes nosso ser mais íntimo insiste em nos dizer que não sabemos onde procurar. O cenário onde se desenvolve a narração, seus personagens algo caricatos, o suspense, o mistério, os crimes do personagem central se misturam a elementos da cabala, à sugestões filosóficas, à referências bíblicas numa trama que envolve o leitor como um abraço romântico. Um livro obrigatório para aqueles que querem apenas o prazer de uma boa leitura. Um livro ainda mais obrigatório para aqueles que acreditar que uma boa leitura é mais que uma estória com começo, meio e fim. O "fim" pode estar apenas começando "Leia e entender porquê!"
Beto, foi isso que o A Teoria Vesânia me fez questionar! E já estou passando para outra pessoa. Agora quem vai ler é uma estagiária do Forum de 17 anos que ficou super interessado em ler quando eu comentei com ela. Beijos."
SANDRA MARTINS/2015.